Logotipo do SEDM dos HUC Mapa do Site  |   Contactos

XIV Jornadas de Endocrinologia de Diabetologia de Coimbra                 [ Centro de Congressos / Hospitais da Universidade de Coimbra / 21, 22,23 e 24 de Novembro 2007 ]    -    Pressione aqui, para obter informação detalhada sobre este Evento...

Diabetes Mellitus

FAQ's - Perguntas e Respostas:





...


...


P. - O que é a Diabetes?

A Diabetes Mellitus é uma doença na qual o organismo não é capaz de utilizar a glicose de forma adequada e de a armazenar. Como resultado, a glicose acumula-se na circulação sanguínea, levando a que a concentração de glicose na sangue (a que se chama glicemia) se eleve.

Existem dois tipos principais de Diabetes. Na Diabetes tipo 1, também chamada juvenil, o corpo deixa de produzir insulina, uma hormona que permite que o organismo utilize a glicose que se encontra nos alimentos para a obtenção de energia. As pessoas com Diabetes tipo 1 têm de administrar insulina diariamente para sobreviverem. Esta forma inicia-se geralmente na infância ou nos adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. A Diabetes tipo 2, também chamada do adulto, surge quando o organismo não produz insulina suficiente e/ou é incapaz de utilizar a insulina de forma adequada (insulino-resistência). A Diabetes tipo 2 ocorre geralmente em pessoas com mais de 40 anos, com excesso de peso e que tenham antecedentes familiares de Diabetes; apesar disto, nos últimos anos têm-se assistido a um aumento da sua incidência em adolescentes e adultos jovens.



P. - Quais são os sintomas da Diabetes?

• Sede excessiva
• Aumento do número de micções
• Perda de peso
• Visão turva
• Aumento do apetite
• Infecções cutâneas, urinárias ou odontológicas frequentes
• Irritabilidade
• Formigueiros nas mãos ou pés
• Cicatrização difícil de feridas
• Fadiga intensa inexplicada
• Muitas vezes não há sintomas!



P. - Quem tem um risco maior de vir a ser diabético?

• As pessoas com Diabetes têm um risco 2 a 4 vezes superior de sofrerem um enfarte agudo do miocárdio ou um acidente vascular cerebral
• A Diabetes é a causa mais frequente de cegueira «de novo» em adultos com idades entre os 20 e os 74 anos
• A Diabetes é a principal causa de insuficiência renal terminal nos países desenvolvidos
• Mais de 60% das amputações de membros ocorrem em pessoas com Diabetes
• 60-70% dos diabéticos têm atingimento do sistema nervoso



P. - Quais as complicações a longo prazo da Diabetes?

• As pessoas com Diabetes têm um risco 2 a 4 vezes superior de sofrerem um enfarte agudo do miocárdio ou um acidente vascular cerebral
• A Diabetes é a causa mais frequente de cegueira «de novo» em adultos com idades entre os 20 e os 74 anos
• A Diabetes é a principal causa de insuficiência renal terminal nos países desenvolvidos
• Mais de 60% das amputações de membros ocorrem em pessoas com Diabetes
• 60-70% dos diabéticos têm atingimento do sistema nervoso



P. - Como é tratada a Diabetes?

Existem certos aspectos que todos os diabéticos (tipo1 ou 2) devem saber. É necessário um plano alimentar adequado. É também necessário prestar atenção à actividade física que praticam, uma vez que o exercício ajuda o organismo a utilizar a insulina disponível. Todos os diabéticos tipo 1 e alguns do tipo 2 necessitam de injecções de insulina. Alguns diabéticos tipo 2 tomam comprimidos (os antidiabéticos orais) que ajudam a uma maior produção e/ou melhor utilização da insulina. Alguns diabéticos tipo 2 conseguem controlar os seus níveis de glicemia sem qualquer medicamento, baseando a sua terapêutica num regime alimentar adequado e numa actividade física ajustada.

Todas as pessoas com Diabetes devem ser observadas por um médico com formação nesta patologia pelo menos de 6/6 meses. Periodicamente, estas pessoas devem também estar em contacto com outros profissionais de sáude (enfermeiros, nutricionistas, podologistas, etc). Todos os diabéticos devem ser observados anualmente por um oftalmologista para assegurar que qualquer patologia ocular relacionada com a Diabetes é detectada precocemente e adequadamente tratada.

Os diabéticos precisam de aprender a monitorizar os seus níveis de glicemia. Os testes realizados diariamente vão permitir avaliar e ajustar as várias vertentes da terapêutica.



P. - O que é a «Pré-Diabetes»? O que devo fazer se me dizem que sou pré-diabético?

Consideram-se «prédiabéticas» as pessoas em que a glicose sanguínea é superior ao normal, mas não suficiente alta para estabelecer o diagnóstico de Diabetes. Estas pessoas têm um risco acrescido de desenvolver Diabetes no espaço de 10 anos, devendo adoptar um estilo de vida mais saudável que inclua perda de peso e uma maior actividade física.

Em primeiro lugar vamos definir o que é Diabetes e o que não é Diabetes. O diagnóstico de Diabetes é estabelecido quando uma pessoa apresenta um valor de glicemia em jejum igual ou superior a 126 mg/dl em duas colheitas diferentes. Se existirem sintomas de Diabetes e for detectada uma glicemia superior a 200 mg/dl em duas ocasiões diferentes, o diagnóstico é também feito.

Em geral, pessoas que apresentem uma glicemia em jejum entre 110-125 mg/dl são definidas como tendo Anomalia da Glicemia em Jejum. Se for realizada um prova de tolerância oral à glicose e às 2 horas a glicemia se encontrar entre os 140-199 mg/dl, a pessoa terá Anomalia da Tolerância à Glicose. Qualquer destes termos reflecte a terminologia médica que corresponde à designação usada pela população geral de Pré-Diabetes.

O que fazer?

Perante um dos diagnósticos acima referidos, o risco de vir a ser diabético pode ser reduzido de forma significativa (na ordem dos 50%) se houver uma perda de peso sustentada e um aumento da prática de exercício físico, como uma caminhada de 30 minutos por dia.

O que comer?

A preocupação deve focar-se não tanto no que comer mas sobretudo na quantidade de alimentos/calorias ingeridos. Se tiver excesso de peso (o que poderá apurar junto do seu médico em caso de dúvida), o primeiro objectivo é perder peso. Um dos pontos fundamentais é controlar a quantidade de alimentos por porção (porção de arroz, batatas, carne, peixe, etc.). Outro consiste na escolha de alimentos com um reduzido conteúdo em gordura, uma vez que cada grama de gordura tem consideravelmente mais calorias que um grama de hidratos de carbono ou proteínas. Isto significa:

• dar preferência a alimentos cozidos e grelhados e evitar os fritos
• reduzir a quantidade de gordura (especialmente manteiga ou margarina) e dar preferência ao uso do azeite
• comer preferencialmente peixe e carnes «magras», como o frango, peru ou coelho
• planear as refeições de forma a que o jantar tenha um menor conteúdo calórico, incluindo uma maior quantidade de vegetais ou fruta
• fraccionar a alimentação em 6 refeições

Desta forma, a solução está longe de ser apenas evitar doces. A atenção deve focar-se na perda de peso (se houver excesso de peso), redução no tamanho das porções de cada um dos alimentos e no planeamento adequado das refeições.

Actividade Física

Caso não faça exercício físico de uma forma regular, o objectivo é precisamente que o comece a praticar. A actividade física ajuda a insulina a desempenhar a sua acção fundamental na conversão dos alimentos em energia utilizável pelas células. Isto ajudará a manter os seus níveis de glicemia em valores mais baixos. Procure caminhar 30 minutos por dia com um calçado confortável e que não comprima os pés.



P. - A Diabetes tem cura?

A Diabetes, quer seja tipo 1 (com início em idade jovem e necessitando de insulina desde o diagnóstico) ou tipo 2 (com início geralmente na meia idade e estreitamente relacionada com excesso de peso), é uma doença incurável.

Na Diabetes tipo1 os doentes pode ocorrer um período pouco depois do diagnóstico em que há uma aproximação à normalidade dos valores de glicemia, sendo necessária uma quantidade muito reduzida de insulina. Nesta fase, os doentes podem pensar que conseguem manter níveis normais de glicemia com uma pequena quantidade de insulina ou mesmo sem a administrarem. Chama-se a este período na evolução da doença período de «lua-de-mel».

É um erro pensar que a Diabetes está «curada» ou que a sua evolução se processa nesse sentido. De uma forma simplificada, a Diabetes tipo 1 manifesta-se quando cerca de 90% das células produtoras de insulina foram destruídas. Assim, na altura em que a doença é diagnosticada, a maioria das pessoas ainda é capaz de produzir alguma insulina. Se os sintomas da Diabetes tipo 1 surgirem quando a pessoa tem uma doença infecciosa aguda, como por exemplo uma gripe, quando esta resolver as necessidades em insulina vão baixar. Nesta altura, o número de células produtoras de insulina pode ser suficiente para fazer face às necessidades.

No entanto, o processo que já havia destruído 90% das células contínua, acabando por destruí-las na totalidade. Conforme a destruição progride, as necessidades de insulina injectada vão sendo gradualmente maiores, acabando o doente por ficar totalmente dependente da insulina exógena.

Actualmente pensa-se que é importante que as pessoas com diagnóstico recente de Diabetes tipo1 continuem a administrar insulina mesmo durante o período de «lua-de-mel», pois isso poderá ajudar a preservar as células secretoras por mais algum tempo.

Os indivíduos com Diabetes tipo 2 podem constatar que se tiverem excesso de peso na altura do diagnóstico e se depois perderem peso e iniciarem uma actividade física regular, os seus níveis de glicemia podem regressar à normalidade. Isso não significa que a Diabetes tenha desaparecido. O desenvolvimento da Diabetes tipo 2 é um processo gradual, no qual o organismo se torna incapaz de produzir insulina suficiente para as necessidades e/ou as células se tornam resistentes ao efeito da insulina. Gradualmente, o doente evolui desde a «alteração da tolerância à glicose» até à Diabetes.

Se o doente voltar a ganhar peso ou diminuir a actividade física, os níveis altos de glicemia regressam. Também se comer excessivamente a uma refeição, é provável que os valores de glicemia atinjam níveis elevados. Para além disto, a deficiência de secreção de insulina e/ou a insulino-resistência que estão na base da Diabetes vão intensificar-se com o passar do tempo e durante períodos de stress. Assim, a evolução mais frequente leva a que um doente que conseguia inicialmente manter níveis normais de glicemia com o regime alimentar e exercício físico o deixe gradualmente de conseguir, necessitando de antidiabéticos orais e/ou insulina.

A boa notícia para os diabéticos é que está comprovado que se mantiverem níveis de glicemia próximos da normalidade, qualquer que seja a terapêutica, o risco de desenvolverem complicações da Diabetes reduz-se substancialmente. Isso não quer dizer que a Diabetes esteja curada mas sim controlada.

A Diabetes não se cura mas controla-se!



P. - O que é a Insulino-resistência?

A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que vai permitir que a glicose proveniente dos alimentos entre para o interior das células, onde vai ser utilizada como fonte de energia. Nas pessoas com Diabetes tipo 2 existe uma associação de mecanismos patológicos, sendo muitas vezes difícil determinar qual o mecanismo principal.

O organismo pode não ser capaz de produzir insulina suficiente para fazer face às necessidades. A glicose não vai poder entrar para o interior das células, acumulando-se no sangue. Em muitos casos, a pessoa pode produzir até quantidades de insulina superiores às que seriam de esperar para converter a quantidade de comida que ingeriu em energia. O pâncreas tem de segregar grandes quantidades de insulina dado que as células são resistentes aos efeitos da insulina. De uma forma simplificada, acontece que apesar de existirem níveis de insulina aceitáveis na circulação sanguínea, esta não exerce o seu efeito promovendo a entrada de glicose para o interior das células.

Não se conhece ainda de uma forma completa o que causa a insulino-resistência, pensando-se que existam vários mecanismos que levam a que as células fiquem resistentes à acção da insulina. Os medicamentos para a Diabetes tipo 2 actuam nos diferentes níveis da interacção insulina-célula, com o objectivo de normalizarem a glicemia. Alguns estimulam o pâncreas a segregar mais insulina, enquanto que outros melhoram a forma como o organismo utiliza a insulina disponível, actuando ao nível da insulino-resistência. A actividade física diminui também a insulino-resistência, sendo por este motivo que o exercício é tão importante no tratamento da Diabetes.




FAQ's - Perguntas e Respostas:





...


...


P. - O que é a Diabetes?

A Diabetes Mellitus é uma doença na qual o organismo não é capaz de utilizar a glicose de forma adequada e de a armazenar. Como resultado, a glicose acumula-se na circulação sanguínea, levando a que a concentração de glicose na sangue (a que se chama glicemia) se eleve.

Existem dois tipos principais de Diabetes. Na Diabetes tipo 1, também chamada juvenil, o corpo deixa de produzir insulina, uma hormona que permite que o organismo utilize a glicose que se encontra nos alimentos para a obtenção de energia. As pessoas com Diabetes tipo 1 têm de administrar insulina diariamente para sobreviverem. Esta forma inicia-se geralmente na infância ou nos adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. A Diabetes tipo 2, também chamada do adulto, surge quando o organismo não produz insulina suficiente e/ou é incapaz de utilizar a insulina de forma adequada (insulino-resistência). A Diabetes tipo 2 ocorre geralmente em pessoas com mais de 40 anos, com excesso de peso e que tenham antecedentes familiares de Diabetes; apesar disto, nos últimos anos têm-se assistido a um aumento da sua incidência em adolescentes e adultos jovens.



P. - Quais são os sintomas da Diabetes?

• Sede excessiva
• Aumento do número de micções
• Perda de peso
• Visão turva
• Aumento do apetite
• Infecções cutâneas, urinárias ou odontológicas frequentes
• Irritabilidade
• Formigueiros nas mãos ou pés
• Cicatrização difícil de feridas
• Fadiga intensa inexplicada
• Muitas vezes não há sintomas!



P. - Quem tem um risco maior de vir a ser diabético?

• As pessoas com Diabetes têm um risco 2 a 4 vezes superior de sofrerem um enfarte agudo do miocárdio ou um acidente vascular cerebral
• A Diabetes é a causa mais frequente de cegueira «de novo» em adultos com idades entre os 20 e os 74 anos
• A Diabetes é a principal causa de insuficiência renal terminal nos países desenvolvidos
• Mais de 60% das amputações de membros ocorrem em pessoas com Diabetes
• 60-70% dos diabéticos têm atingimento do sistema nervoso



P. - Quais as complicações a longo prazo da Diabetes?

• As pessoas com Diabetes têm um risco 2 a 4 vezes superior de sofrerem um enfarte agudo do miocárdio ou um acidente vascular cerebral
• A Diabetes é a causa mais frequente de cegueira «de novo» em adultos com idades entre os 20 e os 74 anos
• A Diabetes é a principal causa de insuficiência renal terminal nos países desenvolvidos
• Mais de 60% das amputações de membros ocorrem em pessoas com Diabetes
• 60-70% dos diabéticos têm atingimento do sistema nervoso



P. - Como é tratada a Diabetes?

Existem certos aspectos que todos os diabéticos (tipo1 ou 2) devem saber. É necessário um plano alimentar adequado. É também necessário prestar atenção à actividade física que praticam, uma vez que o exercício ajuda o organismo a utilizar a insulina disponível. Todos os diabéticos tipo 1 e alguns do tipo 2 necessitam de injecções de insulina. Alguns diabéticos tipo 2 tomam comprimidos (os antidiabéticos orais) que ajudam a uma maior produção e/ou melhor utilização da insulina. Alguns diabéticos tipo 2 conseguem controlar os seus níveis de glicemia sem qualquer medicamento, baseando a sua terapêutica num regime alimentar adequado e numa actividade física ajustada.

Todas as pessoas com Diabetes devem ser observadas por um médico com formação nesta patologia pelo menos de 6/6 meses. Periodicamente, estas pessoas devem também estar em contacto com outros profissionais de sáude (enfermeiros, nutricionistas, podologistas, etc). Todos os diabéticos devem ser observados anualmente por um oftalmologista para assegurar que qualquer patologia ocular relacionada com a Diabetes é detectada precocemente e adequadamente tratada.

Os diabéticos precisam de aprender a monitorizar os seus níveis de glicemia. Os testes realizados diariamente vão permitir avaliar e ajustar as várias vertentes da terapêutica.



P. - O que é a «Pré-Diabetes»? O que devo fazer se me dizem que sou pré-diabético?

Consideram-se «prédiabéticas» as pessoas em que a glicose sanguínea é superior ao normal, mas não suficiente alta para estabelecer o diagnóstico de Diabetes. Estas pessoas têm um risco acrescido de desenvolver Diabetes no espaço de 10 anos, devendo adoptar um estilo de vida mais saudável que inclua perda de peso e uma maior actividade física.

Em primeiro lugar vamos definir o que é Diabetes e o que não é Diabetes. O diagnóstico de Diabetes é estabelecido quando uma pessoa apresenta um valor de glicemia em jejum igual ou superior a 126 mg/dl em duas colheitas diferentes. Se existirem sintomas de Diabetes e for detectada uma glicemia superior a 200 mg/dl em duas ocasiões diferentes, o diagnóstico é também feito.

Em geral, pessoas que apresentem uma glicemia em jejum entre 110-125 mg/dl são definidas como tendo Anomalia da Glicemia em Jejum. Se for realizada um prova de tolerância oral à glicose e às 2 horas a glicemia se encontrar entre os 140-199 mg/dl, a pessoa terá Anomalia da Tolerância à Glicose. Qualquer destes termos reflecte a terminologia médica que corresponde à designação usada pela população geral de Pré-Diabetes.

O que fazer?

Perante um dos diagnósticos acima referidos, o risco de vir a ser diabético pode ser reduzido de forma significativa (na ordem dos 50%) se houver uma perda de peso sustentada e um aumento da prática de exercício físico, como uma caminhada de 30 minutos por dia.

O que comer?

A preocupação deve focar-se não tanto no que comer mas sobretudo na quantidade de alimentos/calorias ingeridos. Se tiver excesso de peso (o que poderá apurar junto do seu médico em caso de dúvida), o primeiro objectivo é perder peso. Um dos pontos fundamentais é controlar a quantidade de alimentos por porção (porção de arroz, batatas, carne, peixe, etc.). Outro consiste na escolha de alimentos com um reduzido conteúdo em gordura, uma vez que cada grama de gordura tem consideravelmente mais calorias que um grama de hidratos de carbono ou proteínas. Isto significa:

• dar preferência a alimentos cozidos e grelhados e evitar os fritos
• reduzir a quantidade de gordura (especialmente manteiga ou margarina) e dar preferência ao uso do azeite
• comer preferencialmente peixe e carnes «magras», como o frango, peru ou coelho
• planear as refeições de forma a que o jantar tenha um menor conteúdo calórico, incluindo uma maior quantidade de vegetais ou fruta
• fraccionar a alimentação em 6 refeições

Desta forma, a solução está longe de ser apenas evitar doces. A atenção deve focar-se na perda de peso (se houver excesso de peso), redução no tamanho das porções de cada um dos alimentos e no planeamento adequado das refeições.

Actividade Física

Caso não faça exercício físico de uma forma regular, o objectivo é precisamente que o comece a praticar. A actividade física ajuda a insulina a desempenhar a sua acção fundamental na conversão dos alimentos em energia utilizável pelas células. Isto ajudará a manter os seus níveis de glicemia em valores mais baixos. Procure caminhar 30 minutos por dia com um calçado confortável e que não comprima os pés.



P. - A Diabetes tem cura?

A Diabetes, quer seja tipo 1 (com início em idade jovem e necessitando de insulina desde o diagnóstico) ou tipo 2 (com início geralmente na meia idade e estreitamente relacionada com excesso de peso), é uma doença incurável.

Na Diabetes tipo1 os doentes pode ocorrer um período pouco depois do diagnóstico em que há uma aproximação à normalidade dos valores de glicemia, sendo necessária uma quantidade muito reduzida de insulina. Nesta fase, os doentes podem pensar que conseguem manter níveis normais de glicemia com uma pequena quantidade de insulina ou mesmo sem a administrarem. Chama-se a este período na evolução da doença período de «lua-de-mel».

É um erro pensar que a Diabetes está «curada» ou que a sua evolução se processa nesse sentido. De uma forma simplificada, a Diabetes tipo 1 manifesta-se quando cerca de 90% das células produtoras de insulina foram destruídas. Assim, na altura em que a doença é diagnosticada, a maioria das pessoas ainda é capaz de produzir alguma insulina. Se os sintomas da Diabetes tipo 1 surgirem quando a pessoa tem uma doença infecciosa aguda, como por exemplo uma gripe, quando esta resolver as necessidades em insulina vão baixar. Nesta altura, o número de células produtoras de insulina pode ser suficiente para fazer face às necessidades.

No entanto, o processo que já havia destruído 90% das células contínua, acabando por destruí-las na totalidade. Conforme a destruição progride, as necessidades de insulina injectada vão sendo gradualmente maiores, acabando o doente por ficar totalmente dependente da insulina exógena.

Actualmente pensa-se que é importante que as pessoas com diagnóstico recente de Diabetes tipo1 continuem a administrar insulina mesmo durante o período de «lua-de-mel», pois isso poderá ajudar a preservar as células secretoras por mais algum tempo.

Os indivíduos com Diabetes tipo 2 podem constatar que se tiverem excesso de peso na altura do diagnóstico e se depois perderem peso e iniciarem uma actividade física regular, os seus níveis de glicemia podem regressar à normalidade. Isso não significa que a Diabetes tenha desaparecido. O desenvolvimento da Diabetes tipo 2 é um processo gradual, no qual o organismo se torna incapaz de produzir insulina suficiente para as necessidades e/ou as células se tornam resistentes ao efeito da insulina. Gradualmente, o doente evolui desde a «alteração da tolerância à glicose» até à Diabetes.

Se o doente voltar a ganhar peso ou diminuir a actividade física, os níveis altos de glicemia regressam. Também se comer excessivamente a uma refeição, é provável que os valores de glicemia atinjam níveis elevados. Para além disto, a deficiência de secreção de insulina e/ou a insulino-resistência que estão na base da Diabetes vão intensificar-se com o passar do tempo e durante períodos de stress. Assim, a evolução mais frequente leva a que um doente que conseguia inicialmente manter níveis normais de glicemia com o regime alimentar e exercício físico o deixe gradualmente de conseguir, necessitando de antidiabéticos orais e/ou insulina.

A boa notícia para os diabéticos é que está comprovado que se mantiverem níveis de glicemia próximos da normalidade, qualquer que seja a terapêutica, o risco de desenvolverem complicações da Diabetes reduz-se substancialmente. Isso não quer dizer que a Diabetes esteja curada mas sim controlada.

A Diabetes não se cura mas controla-se!



P. - O que é a Insulino-resistência?

A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que vai permitir que a glicose proveniente dos alimentos entre para o interior das células, onde vai ser utilizada como fonte de energia. Nas pessoas com Diabetes tipo 2 existe uma associação de mecanismos patológicos, sendo muitas vezes difícil determinar qual o mecanismo principal.

O organismo pode não ser capaz de produzir insulina suficiente para fazer face às necessidades. A glicose não vai poder entrar para o interior das células, acumulando-se no sangue. Em muitos casos, a pessoa pode produzir até quantidades de insulina superiores às que seriam de esperar para converter a quantidade de comida que ingeriu em energia. O pâncreas tem de segregar grandes quantidades de insulina dado que as células são resistentes aos efeitos da insulina. De uma forma simplificada, acontece que apesar de existirem níveis de insulina aceitáveis na circulação sanguínea, esta não exerce o seu efeito promovendo a entrada de glicose para o interior das células.

Não se conhece ainda de uma forma completa o que causa a insulino-resistência, pensando-se que existam vários mecanismos que levam a que as células fiquem resistentes à acção da insulina. Os medicamentos para a Diabetes tipo 2 actuam nos diferentes níveis da interacção insulina-célula, com o objectivo de normalizarem a glicemia. Alguns estimulam o pâncreas a segregar mais insulina, enquanto que outros melhoram a forma como o organismo utiliza a insulina disponível, actuando ao nível da insulino-resistência. A actividade física diminui também a insulino-resistência, sendo por este motivo que o exercício é tão importante no tratamento da Diabetes.







Destaques Mensais:

E a diabetes… aumentou?


A prevalência no Continente é de 6,5% , na Região Autónoma dos Açores, 6,7%, na Região Autónoma da Madeira, 4,6%.

No 3º INS a prevalência de diabetes no Continente era de 5,4%.

Ler mais...

Os portugueses estão mais gordos

No continente, 16,5% da população adulta com mais de 18 anos é obesa IMC > 30 e 18,6% tem excesso de peso  IMC > 25 < a 30. Os homens têm mais excesso de peso do que as mulheres, 20,8% vs 16,6%  e as mulheres são mais obesas 16,9% vs 16%. Ler mais...

O que é a Obesidade ?

O Brasil tem cerca de 18 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando o total de indivíduos acima do peso, o montante chega a 70 milhões, o dobro de há três décadas. Ler mais...

O Que o Endocrinologista Pode Fazer por Si.

Toda a mulher vai necessitar, ao longo das diversas fases da vida, do acompanhamento de um endocrinologista para garantir sua saúde e bem estar. Ler mais...

 




© 2004-2007. Todos os direitos reservados.
Serviço de Endocrinologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra
WebDesigner e Programação: SEU-DOMINIO.com